SANTA MISSA DE POSSE CANÔNICA
DO 7º BISPO DIOCESANO DE GRÃO-PARÁ
DOM VICTOR KERNICKI SCOGNAMIGLIO
Presidência de Sua Emª Rev.mª, Dom Henrique Azevedo Card. Gänswein
Belém, 20 de janeiro de 2026
RECEPÇÃO DO BISPO NA PORTA DA IGREJA
Após a solene acolhida ao novo Bispo Diocesano, realizada no Auditório Diocesano, todos os concelebrantes, devidamente paramentados segundo as normas e orientações litúrgicas, organizam-se e partem em procissão solene em direção à Catedral Diocesana.
O Bispo é recebido à porta da igreja catedral pela primeira dignidade do cabido, ou, não havendo cabido, pelo reitor da mesma igreja, coberto de pluvial. Este lhe apresenta o Crucifixo a ser beijado, e a seguir o aspersório da água benta, como o qual o Bispo asperge a si mesmo e aos presentes. Depois, convém seja conduzido à capela do Santíssimo Sacramento, que adora, de joelhos, por alguns momentos. Em seguida, vai para a sacristia, onde o mesmo Bispo, presbíteros concelebrantes, diáconos e demais ministros se paramentam para a Missa, que será celebrada segundo o rito estacional.
ENTRADA
Chegando ao altar e feito a devida reverência, beija-o em sinal de veneração e, se por oportuno, incensa-o. Em seguida, todos dirigem-se às cadeiras.
Terminado o canto de entrada, toda a assembléia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o cardeal diz:
Pres.: Em nome do Pai ✠ e do Filho e do Espírito Santo.
Ass.: Amém.
O cardeal, voltado para o povo e abrindo os braços, saudáveis:
Pres.: A paz esteja convosco.
Ass.: Bendito seja Deus que nos reunimos no amor de Cristo.
LEITURA DA BULA DE NOMEAÇÃO
O chanceler então vai ao ambão e lê a bula de nomeação do novo arcebispo enviada pelo Papa através da Nunciatura Apostólica:
BENEDICTUS EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI
ao dileto irmão Victor Kernicki Scognamiglio, até então Bispo auxiliar da Diocese do Grão-Pará, e Eleito Bispo Diocesano dessa mesma Diocese, Saúde e Bênção Apostólica.
“Manete in dilectione mea!”
(Jo 15,9)
A missão que o Senhor confiou à sua Igreja, para que conduza todas as nações à verdade do Evangelho, requer pastores firmes na fé, serenos na prudência e generosos na caridade, capazes de guiar o rebanho de Cristo em meio às alegrias e desafios de cada tempo.
Considerando a situação pastoral da Diocese do Grão-Pará, que por legítimo motivo encontra-se vacante, e a necessidade de prover-lhe com brevidade um novo Pastor que a governe com espírito de serviço e zelo missionário, voltamos nosso pensamento a ti, dileto irmão, que, nesta mesma Igreja particular, já tem exercido com fidelidade suas responsabilidades episcopais, onde demonstrou prudência pastoral, dedicação à evangelização, fidelidade ao Magistério e sincero amor ao povo confiado ao seu cuidado.
Assim, ouvido o parecer do Dicastério para os Bispos, e pela autoridade apostólica que exercemos como Sucessor do Bem-aventurado Pedro, te NOMEAMOS e CONSTITUÍMOS Bispo da Diocese do Grão-Pará, com todos os direitos, deveres e faculdades que o Direito Canônico atribui aos legítimos Ordinários.
Exortamos o eleito a continuar seu ministério com a humildade e o ardor missionário que caracterizam sua vida, guiando o clero com caridade fraterna, sustentando as comunidades de vida consagrada e animando os fiéis leigos a viverem com renovado entusiasmo a fé recebida, de modo que a Diocese do Grão-Pará cresça na santidade e no testemunho do Evangelho.
Confiamos seu ministério à proteção da Bem-aventurada Virgem Maria de Nazaré, para que, conduzindo esta amada Igreja particular, faça resplandecer sempre diante do mundo a luz de Cristo.
Datum Romae, apud Sanctum Petrum, die octodecim mensis Novembris, anno sancto iubilaeo Domini bis millesimo vicesimo quinto, Peregrinorum Spei, primo Pontificatus Nostri
BENEDICTUS PP. VIII
† Henricus A. GÄNSWEIN
Episcopus T. Urbis Salviae
O presidente da celebração pode dizer algumas palavras direcionadas ao Arcebispo que é apresentado, falando sobre o ministério episcopal, o pastoreio do bispo.
ENTREGA SIMBÓLICA DO BÁCULO E DA CÁTEDRA
Feito isso, Dom Henrique entrega o báculo ao Bispo, levanta-se e assenta o Bispo em sua cátedra, permanecendo ao seu lado.
Dom Victor Kernicki senta-se e permanece na cátedra de onde presidirá a sagrada liturgia.
SAUDAÇÃO AO BISPO
Em seguida, de acordo com os costumes locais, o cabido e pelo menos parte do clero, e algumas autoridades e, se por oportuno, a autoridade civil porventura presente, aproxime-se do seu Bispo, para que eles manifestem obediências e respeito, seguindo a seguinte ordem:
Os membros do cabido, em seguida os membros do colégio dos consultores, os padres e em seguida os diáconos do clero metropolitano.
Após a saudação do clero ao novo arcebispo, o mesmo continua a presidir as celebrações.
ATO PENITENCIAL
Segue-se o Ato Penitencial. O celebrante convida os fiéis à penitência.
Pres.: Irmãos e irmãs, reconheçamos os nossos pecados para celebrarmos dignamente os santos mistérios.
Após um momento de silêncio, use a seguinte fórmula:
Pres.: Tende compaixão de nós, Senhor.
Ass.: Porque somos pecadores.
Pres.: Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.
Ass.: E daí-nos a vossa salvação.
Segue-se a absolvição:
Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Ass.: Amém.
Segue-se as invocações Senhor tende piedade de nós, caso já não tenham ocorrido no ato penitencial.
Pres.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Pres.: Cristo, tende piedade de nós.
Ass.: Cristo, tende piedade de nós.
Pres.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Hino de Louvor
Quando for prescrito, canta-se ou recita-se em seguida o hino:
Glória a Deus nas alturas,
E paz na terra aos homens por ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso:
nós vos louvamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
nós vos damos graças
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo,
só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na
glória de Deus Pai.
Amém.
ORAÇÃO DO DIA
Terminado o hino, de mãos unidas, o celebrante diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram em silêncio, por algum tempo.
Então o celebrante abrindo os braços reza a oração;
Dai-nos, ó Deus, o espírito de fortaleza, para podermos, instruídos pelo glorioso exemplo do vosso mártir São Sebastião, obedecer mais a vós do que aos homens. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Ao terminar, o povo aclama:
Ass.: Amém.
PRIMEIRA LEITURA
(1Sm 16, 1-13)
Leitura do Primeiro Livro de Samuel
Naqueles dias, o Senhor disse a Samuel: “Até quando ficarás chorando por causa de Saul, se eu mesmo o rejeitei para que não reine mais sobre Israel? Enche o chifre de óleo e vem, para que eu te envie à casa de Jessé de Belém, pois escolhi um rei para mim entre os seus filhos”. Samuel ponderou: “Como posso ir? Se Saul o souber, vai me matar”. O Senhor respondeu: “Tomarás contigo uma novilha da manada, e dirás: ‘Vim para oferecer um sacrifício ao Senhor’. Convidarás Jessé para o sacrifício. Eu te mostrarei o que deves fazer, e tu ungirás a quem eu te designar”. Samuel fez o que o Senhor lhe disse, e foi a Belém. Os anciãos da cidade vieram-lhe ao encontro, e perguntaram: “É de paz a tua vinda?” “Sim, é de paz”, respondeu Samuel. Vim para fazer um sacrifício ao Senhor. Purificai-vos e vinde comigo, para que eu ofereça a vítima”. Ele purificou então Jessé e seus filhos e convidou-os para o sacrifício. Assim que chegaram, Samuel viu a Eliab, e disse consigo: “Certamente é este o ungido do Senhor!” Mas o Senhor disse-lhe: “Não olhes para a sua aparência nem para a sua grande estatura, porque eu o rejeitei. Não julgo segundo os critérios do homem: o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração”. Então Jessé chamou Abinadab e apresentou-o a Samuel, que disse: “Também não é este que o Senhor escolheu”. Jessé trouxe-lhe depois Sama, e Samuel disse: “A este tampouco o Senhor escolheu”. Jessé fez vir seus sete filhos à presença de Samuel, mas Samuel disse: “O Senhor não escolheu a nenhum deles”. E acrescentou: “Estão aqui todos os teus filhos?” Jessé respondeu: “Resta ainda o mais novo, que está apascentando as ovelhas”. E Samuel ordenou a Jessé: “Manda buscá-lo, pois não nos sentaremos à mesa, enquanto ele não chegar”. Jessé mandou buscá-lo. Era ruivo, de belos olhos e de formosa aparência. E o Senhor disse: “Levanta-te, unge-o: é este!” Samuel tomou o chifre com óleo e ungiu Davi na presença de seus irmãos. E a partir daquele dia, o espírito do Senhor se apoderou de Davi. A seguir, Samuel se pôs a caminho e voltou para Ramá.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
SALMO RESPONSORIAL
(Sl 88(89), 20. 21-22. 27-28 (R. 21a))
℟. Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor.
— Outrora vós falastes em visões a vossos santos: “Coloquei uma coroa na cabeça de um herói e do meio deste povo escolhi o meu Eleito. ℟.
— Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado. Estará sempre com ele a minha mão onipotente e meu braço poderoso há de ser a sua força. ℟.
— Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!’ E por isso farei dele o meu filho primogênito, sobre os reis de toda a terra farei dele o Rei altíssimo”. ℟.
ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO
(Ef 1, 17-18)
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Que o Pai do Senhor Jesus Cristo vos dê do saber o Espírito; para que conheçais a esperança, reservada para vós como herança! ℟.
Enquanto isso, o bispo, coloca incenso no turíbulo. O diácono que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do bispo, pede a benção em voz baixa:
Diac.: Dá-me a tua bênção.
O bispo diz em voz baixa:
Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho ✠ e do Espírito Santo.
O diácono responde:
Diac.: Amém.
(Mc 2, 23-28)
O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e as velas, e diz:
Diac. ou Sac.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.
O diácono, ou o padre, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:
Diac. ou Sac.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, ✠ segundo Marcos.
Ass.: Glória a vós, Senhor.
Então o diácono ou o sacerdote, se por oportuno, incenso o livro e proclama o Evangelho.
Diac. ou Sac.: Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?” Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”. E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado”.
Terminando o Evangelho, o diácono ou sacerdote diz:
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
O diácono então leva o livro dos Evangelhos para o bispo, então o bispo o beija o livro, rezando em silêncio:
Pelas palavras do Santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.
Nos domingos e festas de preço, faça-se a homilia, também pode-se fazer nós outros dias.
PROFISSÃO DE FÉ
Terminada a homilia, seja feita, quando prescrita, a profissão de fé.
Pres.: Professemos a nossa fé.
Ass.: Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor;
(Todos se inclinam)
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nascido na Virgem Maria,
(Todos se levantam)
sofreu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está assentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, onde há de vir a julgar os vivos e os mortos; Creia no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.
OFERTA
Convém que os fiéis manifestem a sua participação, trazendo o pão e o vinho para a celebração da Eucarística, ou outros dons para o auxílio da comunidade e dos pobres.
O padre, de pé, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito seja, senhor, Deus do universo, pelo pão que recebeu da Vossa Senhoria, fruto da terra e do trabalho humano: que agora vos apresentais e que para nós se vai tornar Pão da vida.
Se não houver canto ao ofertório o povo acrescenta a aclamação:
Ass.: Bendito seja Deus para sempre!
Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corpo. O diácono ou o sacerdote derrama vinho e um pouco d´água no cálice, rezando em silêncio:
Pelo mistério dessa água e desse vinho podemos participar da ilusão de seu Filho, que se dignai a assumir nossa humanidade.
Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebeste da vossa graça, fruto da videira e do trabalho humano: que agora vos apresentais e que para nós se vai tornar vinho da salvação.
Ass.: Bendito seja Deus para sempre!
Coloca o cálice sobre o corpo.
O sacerdote, inclinado, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.
Se for oportuno, incenso como oferendas e o altar. Depois o diácono ou o ministro incensou o sacerdote e o povo.
O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, das minhas faltas e purificai-me dos meus pecados.
ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS
No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e vosso sacrifício sejam aceitos por Deus Pai todo-poderoso.
Ass.: Receba o Senhor por suas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.
Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas:
Pres.: Aceitai, Senhor, o sacrifício de reconciliação e louvor que vos oferecemos na comemoração do santo mártir São Sebastião, para que nos obtenha o perdão
e nos faça viver em contínua ação de graças. Por Cristo, nosso Senhor.
O povo aclama:
Ass.: Amém.
PREFÁCIO
(O testemunho do martírio)
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
R. É nosso dever e nossa salvação.
Na verdade, é digno e justo,
é nosso dever e salvação dar-vos graças,
sempre e em todo lugar,
Senhor, Pai santo,
Deus eterno e todo-poderoso.
O sangue que o Santo Mártir Sebastião. derramou, à imitação de Cristo, para a glória do vosso nome, manifesta as vossas maravilhas; assim, transformais a fragilidade humana em força
e aos fracos dais coragem para o testemunho, por Cristo, Senhor nosso.
Por isso, com as Virtudes celestes,
vos celebramos na terra louvando vossa majestade,
cantando (dizendo) a uma só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor, Deus do universo!
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hosana nas alturas!
Bendito o que vem em nome do Senhor!
Hosana nas alturas!
O sacerdote, de braços abertos, diz: CP Na verdade, vós sois Santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas
e não cessais de reunir para vós um povo
que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr do sol, um sacrifício perfeito.
Une as mãos e, estendendo-as sobre as oferendas, diz:
CC Por isso, ó Pai, nós vos suplicamos:
santificai pelo Espírito Santo
as oferendas que vos apresentamos
para serem consagradas
une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo, sobre o pão e o cálice, dizendo:
a fim de que se tornem
o Corpo ✠ e o Sangue de vosso Filho,
nosso Senhor Jesus Cristo,
une as mãos
que nos mandou celebrar estes mistérios.
A assembleia aclama:
Enviai o vosso Espírito Santo!
O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e audível, como
requer a sua natureza.
Na noite em que ia ser entregue,
toma o pão e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
Jesus tomou o pão,
pronunciou a bênção de ação de graças,
partiu e o deu a seus discípulos,
dizendo:
inclina-se levemente
TOMAI, TODOS, E COMEI:
ISTO É O MEU CORPO,
QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena e genuflete em adoração.
Então prossegue:
Do mesmo modo,
no fim da ceia,
toma o cálice nas mãos
e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
ele tomou o cálice em suas mãos,
pronunciou a bênção de ação de graças,
e o deu a seus discípulos,
dizendo:
inclina-se levemente
TOMAI, TODOS, E BEBEI:
ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE,
O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA,
QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS
PARA REMISSÃO DOS PECADOS.
FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.
Em seguida, diz:
Mistério da fé para a salvação do mundo!
A assembleia aclama:
Salvador do mundo, salvai-nos,
vós que nos libertastes
pela cruz e ressurreição.
O sacerdote, de braços abertos, diz:
CC Celebrando agora, ó Pai,
o memorial da paixão redentora do vosso Filho, da sua gloriosa ressurreição e ascensão ao céu, e enquanto esperamos sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício vivo e santo.
A assembleia aclama:
Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!
CC Olhai com bondade a oblação da vossa Igreja e reconhecei nela o sacrifício que nos reconciliou convosco; concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, repletos do Espírito Santo, nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.
A assembleia aclama:
O Espírito nos una num só corpo!
1C Que o mesmo Espírito faça de nós uma eterna oferenda para alcançarmos a herança com os vossos eleitos:a santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os vossos santos Apóstolos e gloriosos Mártires,
São Sebastião e todos os Santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.
A assembleia aclama:
Fazei de nós uma perfeita oferenda!
2C Nós vos suplicamos, Senhor,
que este sacrifício da nossa reconciliação
estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro.
Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja
que caminha neste mundo
com o vosso servo o Papa Bento e o nosso Bispo Victor, seu auxiliar Mário,
com os bispos do mundo inteiro,
os presbíteros e diáconos,
os outros ministros
e o povo por vós redimido.
Atendei propício às preces desta família,
que reunistes em vossa presença.
Reconduzi a vós, Pai de misericórdia,
todos os vossos filhos e filhas
dispersos pelo mundo inteiro.
3C Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória,
une as mãos
por Cristo, Senhor nosso.
Por ele dais ao mundo
todo bem e toda graça.
Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:
CP ou CC Por Cristo,
com Cristo,
e em Cristo,
a vós, Deus Pai todo-poderoso,
na unidade do Espírito Santo,
toda honra e toda glória,
por todos os séculos dos séculos.
A assembleia aclama:
Amém.
RITO DA COMUNHÃO
Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:
Pres.: Obedientesà palavra do Salvador e formados pelo seu ensinamento divino, ousamos dizer:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
Ass.: Pai nosso que está nos céus, santificado seja o nosso nome; venha a nós o seu reino, seja feito a sua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os homens, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados por sua misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda de nosso Salvador, Jesus Cristo.
Ó sacerdote, une as mãos. O povo conclui a oração aclamando:
Ass.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, disseste aos teus Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a tua Igreja; dê-lhe, de acordo com seu desejo, paz e unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que é Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
Ass.: Amém.
O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
Ass.: O amor de Cristo nos uniu.
FRAÇÃO DO PÃO
Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Pres.: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.
Enquanto isso, diga-se:
Ass.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, daí-nos a paz.
Essas palavras podem ser repetidas várias vezes, se uma fração do pão se prolongar. Contudo, na última vez se diz: daí-nos a paz.
Ó sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vamos receber, não se tom causa de juízo e opiniões; mas, por sua espera, seja sustento e remédio para minha vida.
O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Provai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra seu refúgio. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma vez:
Ass.: Senhor, eu não sou digno(a)de que entreis em minha morada, mmas dizei uma palavra e serei salvo(a)
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Em pé, ao lado da cadeira ou do altar, o bispo diz:
Pres.: Oremos.
E todos, com o presidente, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fez. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz a oração:
Recebemos, ó Deus, os dons celestes,
alegrando-nos pela festa de hoje. Assim como anunciamos nesta Eucaristia a morte do vosso Filho, possamos participar, com os santos mártires, de sua ressurreição e de sua glória. Por Cristo, nosso Senhor.
O povo aclama:
Ass.: Amém.
Se for necessário, faça-se breves comunicações ao povo.
LEITURA DA ATA DE POSSE
Após a pós-oração-comunhão, o Chanceler Arquidiocesano, ou um outro presbítero nomeado, lê a Ata da Posse.
BÊNÇÃO FINAL
(SOLENE)
Pres.: O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
Pres.: Deus, que vos constituiu pastores do seu povo e vos governa com solicitude,
vos conceda crescer sempre na fé e na caridade.
— Amém.
Pres.: Conceda-vos Deus perseverar na unidade do Espírito,
para que, reunidos num só corpo, alcanceis a vida eterna.
— Amém.
Pres.: E sobre vós desça a bênção de Deus todo-poderoso,
Pai ✠ e Filho ✠ e Espírito Santo ✠.
— Amém.
O diácono diz:
— Glorificai o Senhor com as vossas vidas. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe
— Graças à Deus
Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reverência, retira-se com os ministros.
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