Carta Pastoral | “Eis agora o tempo favorável, eis agora o dia da salvação” (2Cor 6,2). | Diocese de Grão Pará

 

DOM VICTOR KERNICKI SCOGNAMIGLIO
POR MERCÊ DE DEUS E DA SÉ APOSTÓLICA
BISPO DIOCESANO DA DIOCESE DE GRÃO PARÁ


CARTA PASTORAL PARA O INÍCIO DA QUARESMA

Sobre a Celebração Diocesana da Via-Sacra nas Sextas-Feiras


“Eis agora o tempo favorável, eis agora o dia da salvação” (2Cor 6,2).



1. Ao iniciarmos o santo Tempo da Quaresma, a Igreja nos conduz ao deserto espiritual, convidando-nos à conversão sincera, à renovação interior e à contemplação mais profunda do Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. É tempo de graça, de penitência e de retorno ao essencial.


2. A piedosa prática da Via-Sacra ocupa lugar privilegiado na tradição espiritual da Igreja. Ao percorrermos as estações do caminho do Calvário, unimo-nos ao Senhor em seus sofrimentos, aprendemos a abraçar nossas próprias cruzes e renovamos nossa esperança na vitória pascal. A Via-Sacra é verdadeira escola de santidade, na qual contemplamos o amor redentor de Cristo e somos convidados à conversão do coração.

3. Desejando fortalecer a unidade de nossa Igreja particular, promover a comunhão do clero com seu Pastor e oferecer ao povo de Deus um testemunho visível de fé e penitência, após oração e discernimento pastoral, no exercício da autoridade que me é confiada pelo direito da Igreja,


4. Deste modo, decretamos e estabelecemos, no uso de nossa autoridade episcopal, tudo quanto se segue:

Art. 1º Fica instituída, no âmbito da Diocese de Grão Pará, a Celebração Diocesana da Via-Sacra, a ser realizada em todas as sextas-feiras do Tempo da Quaresma.

 

§1º — A referida celebração terá caráter exclusivamente diocesano e será realizada unicamente na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Graça ou na Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, conforme determinação prévia da Cúria Diocesana.

§2º — Não haverá celebração paralela de caráter oficial diocesano em paróquias, áreas pastorais ou demais comunidades no mesmo horário da celebração presidida na Sé ou na Basílica designada.

Art. 2º A Celebração Diocesana da Via-Sacra será presidida pelo Bispo Diocesano.

§1º — Na impossibilidade do Bispo Diocesano, poderá presidir um Bispo Auxiliar ou sacerdote expressamente designado por ele.

§2º — A presidência da celebração manifesta a unidade da Igreja particular em torno de seu Pastor próprio e constitui sinal visível da comunhão eclesial

Art. 3º Todos os presbíteros incardinados na Diocese de Grão Pará, bem como aqueles que nela exercem legitimamente o ministério, ficam convocados a participar da Celebração Diocesana da Via-Sacra.

§1º — A participação do clero possui caráter obrigatório, enquanto expressão concreta de comunhão hierárquica e de obediência ao Ordinário do lugar, conforme o direito canônico.

§2º — A eventual ausência somente será admitida por motivo grave e devidamente justificado, devendo ser previamente comunicado ao Ordinário.

§3º — A ausência injustificada poderá configurar falta disciplinar, sujeita às medidas cabíveis segundo a normativa canônica vigente.

Art. 4º São igualmente convidados a participar os diáconos permanentes e transitórios, membros da vida consagrada, seminaristas e todos os fiéis leigos, a fim de que toda a Igreja particular manifeste publicamente sua fé no mistério da Paixão do Senhor.

Parágrafo Único Recomenda-se ampla participação do povo de Deus, como testemunho público de fé e unidade diocesana.

Art. 5º  Das Vestes Eclesiásticas

Dispõe-se acerca das vestes eclesiásticas a serem utilizadas na Celebração Diocesana da Via-Sacra:

§1º — Os Bispos e, se houver, os Cardeais presentes deverão utilizar veste coral apropriada à sua dignidade, composta por batina talar própria de seu grau, faixa (fáscia), solidéu, roquete ou sobrepeliz e estola na cor roxa. Poderão igualmente fazer uso das insígnias próprias, como cruz peitoral e anel episcopal. Alternativamente, conforme determinação prévia da Cúria Diocesana, poderá ser autorizada a utilização da batina cotidiana, mantendo-se a estola na cor roxa nos momentos de participação ativa.

§2º — Os presbíteros deverão utilizar batina preta simples (ou veste clerical aprovada), sobrepeliz e estola na cor roxa durante a celebração, sendo vedado o uso de mozeta, peregrineta ou quaisquer insígnias que não correspondam ao estado clerical comum.

§3º — Os Monsenhores utilizarão a veste coral correspondente ao grau de sua dignidade e título honorífico, conforme as normas litúrgicas e protocolares vigentes.

§4º — Todos os clérigos deverão observar sobriedade, dignidade e uniformidade nas vestes, em consonância com o caráter penitencial do Tempo da Quaresma.

Art. 6º Das disposições finais:

A presente Carta Pastoral entra em vigor na data de sua publicação oficial. Ficam ab-rogadas todas as disposições em contrário, ainda que dignas de menção especial.

Tudo o que foi estabelecido deverá ser fielmente observado pelos clérigos e fiéis a quem disser respeito, sob a autoridade da Sé Diocesana.

4. Que esta santa prática fortaleça nossa comunhão, renove nossa fé e conduza nossa Diocese a uma vivência mais intensa do Mistério Pascal. Ao contemplarmos o Cristo sofredor, aprendamos a carregar com amor nossas cruzes e a caminhar firmes na esperança da Ressurreição.

Confiamos esta caminhada quaresmal à intercessão da Santíssima Virgem Maria, Senhora da Graça e de Nazaré, modelo de fidelidade aos pés da Cruz.

Dado e passado na Cúria Diocesana de Grão Pará, sob meu sinal e selo, aos vinte dias do mês de fevereiro do ano santo de dois mil e vinte e seis, segundo de nosso episcopado.

[ES]


1. Al iniciar el santo Tiempo de la Cuaresma, la Iglesia nos conduce al desierto espiritual, invitándonos a una conversión sincera, a la renovación interior y a una contemplación más profunda del Misterio de la Pasión, Muerte y Resurrección de Nuestro Señor Jesucristo. Es tiempo de gracia, de penitencia y de retorno a lo esencial.


2. La piadosa práctica del Vía Crucis ocupa un lugar privilegiado en la tradición espiritual de la Iglesia. Al recorrer las estaciones del camino del Calvario, nos unimos al Señor en sus sufrimientos, aprendemos a abrazar nuestras propias cruces y renovamos nuestra esperanza en la victoria pascual. El Vía Crucis es verdadera escuela de santidad, en la cual contemplamos el amor redentor de Cristo y somos llamados a la conversión del corazón.

3. Deseando fortalecer la unidad de nuestra Iglesia particular, promover la comunión del clero con su Pastor y ofrecer al Pueblo de Dios un testimonio visible de fe y penitencia, después de oración y discernimiento pastoral, en el ejercicio de la autoridad que me es confiada por el derecho de la Iglesia,


4. De este modo, decretamos y establecemos, en uso de nuestra autoridad episcopal, todo cuanto sigue.

Art. 1º Queda instituida, en el ámbito de la Diócesis de Grão Pará, la Celebración Diocesana del Vía Crucis, que se realizará todos los viernes del Tiempo de Cuaresma.

 

§1º — Dicha celebración tendrá carácter exclusivamente diocesano y se realizará únicamente en la Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Graça o en la Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, conforme a determinación previa de la Curia Diocesana.

 

§2º — No habrá celebraciones paralelas de carácter oficial diocesano en parroquias, áreas pastorales u otras comunidades en el mismo horario de la celebración presidida en la Sede o en la Basílica designada.

Art. 2º La Celebración Diocesana del Vía Crucis será presidida por el Obispo Diocesano.

§1º — En caso de impedimento del Obispo Diocesano, podrá presidir un Obispo Auxiliar o un sacerdote expresamente designado por él.

§2º — La presidencia de la celebración manifiesta la unidad de la Iglesia particular en torno a su propio Pastor y constituye signo visible de comunión eclesial.

Art. 3º Todos los presbíteros incardinados en la Diócesis de Grão Pará, así como aquellos que ejercen legítimamente el ministerio en ella, quedan convocados a participar en la Celebración Diocesana del Vía Crucis.

§1º — La participación del clero tiene carácter obligatorio, como expresión concreta de comunión jerárquica y obediencia al Ordinario del lugar, conforme al derecho canónico.

§2º — La eventual ausencia solo será admitida por causa grave y debidamente justificada, debiendo ser previamente comunicada al Ordinario.

§3º — La ausencia injustificada podrá constituir falta disciplinaria, sujeta a las medidas correspondientes según la normativa canónica vigente.

Art. 4º Quedan igualmente invitados a participar los diáconos permanentes y transitorios, miembros de la vida consagrada, seminaristas y todos los fieles laicos, a fin de que toda la Iglesia particular manifieste públicamente su fe en el misterio de la Pasión del Señor.

Parágrafo Único Se recomienda una amplia participación del Pueblo de Dios, como testimonio público de fe y unidad diocesana.

Art. 5º  De las Vestiduras Eclesiásticas

Se dispone acerca de las vestiduras eclesiásticas que deberán utilizarse en la Celebración Diocesana del Vía Crucis:

§1º — Los Obispos y, si los hubiere, los Cardenales presentes deberán usar traje coral propio de su dignidad, compuesto por sotana talar correspondiente a su grado, fascia, solideo, roquete o sobrepelliz y estola de color morado. Podrán asimismo llevar las insignias propias, como la cruz pectoral y el anillo episcopal. Alternativamente, conforme a determinación previa de la Curia Diocesana, podrá autorizarse el uso de la sotana cotidiana, manteniéndose la estola morada en los momentos de participación activa.

§2º — Los presbíteros deberán usar sotana negra simple (u otra vestidura clerical aprobada), sobrepelliz y estola de color morado durante la celebración, quedando prohibido el uso de muceta, peregrineta o cualquier insignia que no corresponda al estado clerical común.

§3º — Los Monseñores usarán el traje coral correspondiente al grado de su dignidad y título honorífico, conforme a las normas litúrgicas y protocolares vigentes.

§4º — Todos los clérigos deberán observar sobriedad, dignidad y uniformidad en las vestiduras, en consonancia con el carácter penitencial del Tiempo de la Cuaresma.

Art. 6º Disposiciones finales:

La presente Carta Pastoral entra en vigor en la fecha de su publicación oficial. Quedan abrogadas todas las disposiciones en contrario, aun aquellas dignas de mención especial.

Todo lo que ha sido establecido deberá ser fielmente observado por los clérigos y fieles a quienes corresponda, bajo la autoridad de la Sede Diocesana.

4. Que esta santa práctica fortalezca nuestra comunión, renueve nuestra fe y conduzca a nuestra Diócesis a una vivencia más intensa del Misterio Pascual. Al contemplar a Cristo sufriente, aprendamos a cargar con amor nuestras cruces y a caminar firmes en la esperanza de la Resurrección.

Encomendamos esta caminata cuaresmal a la intercesión de la Santísima Virgen María, Señora de la Gracia y de Nazaré, modelo de fidelidad al pie de la Cruz.

Dado y firmado en la Curia Diocesana de Grão Pará, bajo mi signo y sello, a los veinte días del mes de febrero del Año Santo dos mil veintiséis, segundo de nuestro episcopado.


 VICTOR KERNICKI SCOGNAMIGLIO
Bispo Diocesano

 

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